Você com certeza já deve ter ouvido falar no termo Open Banking, mas será que você sabe o que significa?

O Open Banking, como o próprio nome já diz, é um sistema de banco aberto. Mas calma, nós vamos explicar como isso funciona na prática.

Primeiro, você precisa saber que com o Open Banking, o mercado oferece mais liberdade para o cliente compartilhar seus dados bancários com a instituição financeira que desejar. O consumidor vira o protagonista do processo e dono das suas próprias informações, o que antes era domínio exclusivo dos bancos tradicionais.

Os clientes terão mais flexibilidade?

Mas você pode estar se perguntando: por que isso é tão vantajoso? Por inúmeras razões! A primeira delas é que se amplia o leque de opções e o cliente pode buscar por produtos e serviços que atendem à sua necessidade.

O que acontece hoje no Brasil é que se você tem uma conta em determinado banco, essa instituição detém todo o seu histórico bancário (O famoso: “O cliente desde” ).

Agora imagina querer mudar de banco. Você vai precisar lidar com uma burocracia sem tamanho durante esse processo. Quando migramos para um novo banco é como perder todas as informações (de relacionamento com o banco que te habilitavam a um crédito imobiliário, um financiamento de automóvel ou um aluguel de um escritório, por exemplo) e você tinha que recomeçar tudo do zero.

Com o Open Banking, o cliente não fica preso a esse sistema e o processo se torna muito mais simples, já que todo o seu histórico de dados – informações cadastrais, contas pagas, renda, prestações, perfil de consumo, limites etc. – é compartilhado automaticamente com a nova instituição.

E não pense que só os clientes vão contar com vantagens e benefícios nesse novo sistema. O setor financeiro também!

Com os dados circulando livremente (desde que autorizados pelo cliente), bancos e fintechs vão criar uma espécie de competição e “concorrência do bem”, oferecendo taxas, limites e produtos mais baratos e de acordo com o perfil de cada consumidor.

Isso vai obrigar os bancos a investirem mais na experiência do cliente e vai obrigar as fintechs a criarem um volume maior de produtos e serviços.

No Brasil, o cronograma, que foi dividido em 4 etapas, já está indo para a terceira fase. A terceira etapa tem início no dia 30 de agosto, onde vai ser possível iniciar pagamentos fora do ambiente do banco via Pix.

A última fase só acontecerá no dia 15 de dezembro, e vai permitir o compartilhamento de outros dados de produtos e serviços, como informações relacionadas a operações de câmbio, investimentos, seguros e previdência.

Onde as seguradoras entram nessa história?

O mercado de seguros também vai usufruir dessa novidade.

Segundo a Susep, estão previstos requisitos para que haja convergência entre o Open Banking e o Open Insurance. O Open Insurance está previsto para o dia 15 de dezembro, onde vai acontecer o compartilhamento de dados públicos das empresas referentes a produtos e canais de atendimentos.

As seguradoras já têm buscado esta união por meio de parcerias com bancos ou fintechs, oferecendo produtos e serviços no ambiente Open Banking, através de APIs.

E o que a 88i Seguradora Digital está fazendo?

A 88i Seguradora Digital já vem fazendo esse movimento. Perder tempo é uma coisa que não existe para a gente!

Temos negociado acordos com fintechs e bancos digitais que estão abraçando o setor de seguros, possibilitando que planos de assinaturas de seguros flexíveis e em tempo real entrem para a modalidade de serviços ofertados aos clientes das instituições.

Essas parcerias são uma antecipação para a atuação do modelo Open Insurance, que é um conceito que funciona de forma parecida com o Open Banking. Nada mais é do que um mercado aberto de seguros! Assim como no Open Banking, o objetivo é facilitar o compartilhamento de dados dos clientes, promover inovação, reduzir preços e fomentar um mercado mais competitivo.

No Open Insurance, a integração de serviços e dados é essencial também. O conceito permite que consumidores acessem e compartilhem seus dados com seguradoras ou terceiros, de forma segura e ágil.

Esses dados vão servir, principalmente, para que diferentes seguradoras ofereçam produtos aos clientes, e desenvolvam serviços e produtos inovadores que atendam às exigências dos novos consumidores. Bem parecido com o Open Banking, né?

Assim, os clientes não precisam mais contratar todos os serviços de uma única seguradora, passando a contar livremente com todo o mercado de seguros para escolher o produto ou serviço que atende melhor à sua necessidade.

É possível, então, escolher um seguro de celular com a gente e um seguro de viagem com outra seguradora. Isso vai eliminar as principais barreiras que fazem com que os consumidores desistam de contratar um seguro: pouca opção de produto, burocracia e preços altos.

Segundo Rodrigo Ventura, fundador da 88i Seguradora Digital e um dos quatro conselheiros titulares do Open Insurance junto a SUSEP, “o mercado segurador segue muito as tendências e inovações do mercado bancário. E o Open Banking vai ser importantíssimo para alavancar o Open Finance. Isso terá um efeito tremendo de inclusão para dobrar o tamanho do mercado de seguros no Brasil.”

“Pretendemos sincronizar o Open Banking e o Open Insurance para alavancar o Open Finance”, o que significaria um sistema financeiro totalmente aberto, gratuito e seguro de compartilhamento de dados.

Quer saber mais como o conceito Open Insurance pode ser aplicado na sua plataforma e como ele pode gerar benefícios para a sua empresa? Fale com nossos especialistas!

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